24. 04.
A última edição da revista Exame traz um artigo que ilustra a importância do foco nas necessidades do cliente. O texto fala sobre como aparelhos como o ASUS Eee PC, a câmera filmadora Flip Video e o Nintendo Wii vão direto ao ponto quando se trata de concentrar a experiência do uso naquilo para o que as pessoas gastaram seu dinheiro, sem obstáculos e sem rodeios. Parece algo óbvio de se imaginar, mas apenas até o momento em que paramos para contar quantos dos produtos que temos em casa já tiveram todas as suas funcionalidades plenamente utilizadas.
Apesar de destacar produtos de hardware que vêm conquistando mercado por sua simplicidade, a essência da matéria poderia muito bem ser aplicada a produtos de software. Será que as aplicações que estamos construindo não estão sofrendo de uma doença chamada “featurite”? O que motiva essa tendência ao aumento de funcionalidades a cada versão?
Muito provavelmente nossos clientes utilizam nosso software para fazer apenas duas ou três coisas, certamente menos do que imaginamos a princípio. Por isso é importante que essas coisas saiam realmente bem feitas. O usuário precisa se sentir bem, se sentir esperto, ter certeza de que ele é “o cara”.
Referência: O triunfo do low tech , por Denise Dweck
Rodrigo Amaral